Tuesday, May 31, 2016

Como foi visitar o Brasil depois de 2 anos fora - Parte 1

Quem me acompanha em outros lugares além do blog (links no fim do post!) já sabe que eu estive no Brasil de fevereiro a março. Eu não voltava há mais de dois anos, praticamente desde a mudança para a Alemanha, então foi bem diferente essa chegada, se comparada com um retorno de viagem mais curta.

Por mais que eu já tivesse viajado para fora do Brasil algumas vezes e percebesse diferenças quando voltava, não é a mesma coisa. Eu não consegui descrever exatamente a sensação até agora, mas vou tentar explicar.

Foi sentir, ao mesmo tempo, um estranhamento enorme e uma familiaridade de proporção quase igual. Meio um misto de "esquisito isso" e "é assim" com relação às mesmas coisas. Sem qualquer juízo de valor ou certo e errado, simplesmente uma sensação diferente de outras que eu já tivesse tido.

O estranhamento era intenso, mas a familiaridade vinha tão rápido, que logo eu esquecia aquilo que tinha achado estranho minutos atrás. Até porque, no começo, eram muitas as coisas gerando essa experiência. Eu comecei a anotar, para depois poder vir falar para vocês.

Não estou escrevendo esses posts para dizer que uma coisa é certa e a outra errada. Pelo contrário, cada vez acredito menos que isso exista, quando se trata das diferenças culturais entre os povos. Só fiquei realmente muito surpresa com a sensação de estar totalmente por fora e, ao mesmo tempo, por dentro, dos nossos hábitos e costumes no Brasil.


Nosso amor por calças jeans e tênis

Tudo começou no aeroporto, em Toronto, onde peguei o voo para São Paulo. Um mar de homens de boné e tênis de academia e mulheres de calça jeans justa. Sempre ouvi as pessoas falando sobre isso em relação aos brasileiros viajando, mas não me dava conta. Até porque, claro, eu também amava usar calça jeans e achava até confortável (risos).

Nada mais confortável do que uma calça jeans e tênis! (Floripa, 2009)

Muito conforto hehe (Londres, 2010)

Nossa (des)organização no portão de embarque

Em seguida, o portão de embarque. Não sei se agora todas as empresas estão fazendo isso, mas a Air Canada embarca por zonas. Assim, o avião vai enchendo de trás pra frente e não fica todo mundo se atropelando. No voo de Seattle para Vancouver foi assim. No de Vancouver para Toronto, também. E, adivinha? As pessoas esperavam sentadas chamar a sua zona, depois faziam fila e entravam.

Sentada comendo um lanche, eu já comecei a rir sozinha vendo nosso estilo de embarque. Sabem qual, né? Todo mundo amontoado o mais perto possível do balcão e, de preferência, furando a fila para entrar mais rápido. De novo, é algo que sempre ouvi as pessoas comentando e antes eu até percebia, mas não percebia.


Nossas unhas perfeitas

Mas, também no aeroporto, fui vendo aquela coisa tão nossa de estar sempre com o cabelo lindo e as unhas perfeitas (geralmente, vermelhas ou branquinhas) que é muito característico das brasileiras. Eu, por exemplo, quase só pintava as unhas de vermelho. Se passasse um verde água, domingo de noite tinha que remover, porque não seria bem visto ir trabalhar assim. Outro dia, conto mais sobre como é isso fora do Brasil.

Unhas vermelhas em algum momento do passado.

Unhas branquinhas (Blumenau, 2005)

E uma coisa muito irritante

O post já está ficando grande, então vou contar mais uma do aeroporto e deixo as outras para outros posts. Essa eu nunca gostei, sempre achei um absurdo, mas não sabia que só no Brasil (dos lugares que eu fui, claro) acontece. Os gritos na fila do check in para chamar os atrasados de voos que estão quase saindo. Não sei se é feito para não precisar reacomodar todos os retardatários em outro voo ou algum motivo semelhante, só sei que é estranho e bem chato para quem chegou com tempo suficiente e está aguardando a sua vez.

O que vocês acham? Também percebem essas características? Depois me contem, vou adorar saber!


Apenas relembrando: esse post (e o próximo que vou escrever) não foi feito para comparar de forma negativa vs positiva, certo vs errado, nem nada do gênero. Só quero compartilhar com vocês como foi voltar ao Brasil depois de tanto tempo e achar tudo isso muito esquisito e, ao mesmo tempo, muito "ah, é assim que as coisas são!".

Para ler a continuação, clique aqui.




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6 comments:

  1. Vivi eu que ainda moro aqui mas sempre viajei muito já tinha notado isso sim...estou curiosa para saber mais do que você notou...principalmente quando estava realmente aqui. Achou que está diferente/pior mesmo ou essa sensação é só de quem está aqui? Beijos cunhada!

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    1. Fabi, que bom que gostasse! Fico feliz!

      Vou escrever mais, com certeza. O Rodrigo leu e também falou que eu devia ter colocado mais algumas coisas nesse mesmo post. Eu acabo cortando porque não quero que fique longo demais. :)

      Beijos!!

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  2. Organização não é nosso forte mesmo eheheh Mas é até divertido, pois quando fomos pra Alemanha irritava um pouco saber que lá não dava pra tentar fazer de outro jeito, de tão gravado que esse "jeitinho brasileiro" fica na gente. hehehe

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    1. O mais difícil de lidar não é nem a ausência do jeitinho quebrador de regras. Mas aquele esforcinho para fazer algo pela pessoa, quando não é sua obrigação explícita.

      Por exemplo:

      Enquanto estava na Alemanha, eu encomendei algumas coisas que vieram de fora do país e quase todas foram parar num tipo de receita federal. Eram baratinhas, eu não tive que pagar nada, mas a pessoa não colocou o valor e eu tive que ir lá declarar.

      Eu fui com um papel da encomenda A, mas sabia que a B tinha grandes chances de ter chegado e eu só não ter recebido o papel ainda. Um brasileiro, se você pedisse para dar uma olhada se já tinha chegado, olharia. Um alemão provavelmente vai te dizer que quando o papel chegar você volta, mesmo que ele possa dar essa mesma olhada. Acho que nem passa pela cabeça deles olhar, entende?

      Claro que sempre existe uma exceção, etc, mas o padrão é esse.

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  3. Que legal Vivi! Essa das unhas vermelhas me identifiquei total!
    Eu moro na Australia faz mais de 3 anos e ainda não voltei. Mas entendi o seu sentimento. Gostei do post! =)

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    1. Oi, Sari! Que bom que gostasse do post, fico feliz!

      Agora fiquei curiosa para saber como vão ser as tuas impressões quando voltares. :)

      O irmão gêmeo do meu marido mora com a mulher e o filho na Nova Zelândia desde o final de 2013 e estão amando!

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