Friday, August 19, 2016

As quatro estações e o medo da escuridão

Ontem o Rodrigo comentou que era o segundo dia em que eu tinha acendido velas em casa. Logo nos demos conta de que já está escurecendo bastante. No verão, a luz dura até depois das 21 horas, os dias duram tanto que as pessoas vão à praia depois do trabalho, você nem lembra da existência de velas. Mas começa a escurecer e vai surgindo o instinto de manter a luz, mesmo que seja através de pequenas chamas espalhadas pela sala.

Para acender velas pequenas, um mercado de Natal de Dresden.

Minha primeira estação no hemisfério Norte foi o inverno. Nós chegamos em Dresden em dezembro de 2013, duas semanas antes do dia mais curto do ano. Estávamos no centro da cidade, a um passo dos deliciosos mercados de Natal, eu nunca tinha estado em um lugar tão frio (tive que sair para comprar casaco, toca, luvas, logo que cheguei!), enfim, tudo era novidade. Eu sentia a diferença, claro, mas não de forma negativa. Era, como o resto, novo para mim.

Na verdade, naquele primeiro inverno, eu achava até legal a noite chegar e durar tanto. Ficava com a sensação de que o dia como um todo - não apenas as horas de luz - era muito mais longo. Anoitecia e ainda demorava para chegar a hora de dormir.

Decoração em madeira à venda no Mercado de Natal.

O teto das barraquinhas no Striezelmarkt é sempre enfeitado, cada uma do seu jeito.

Esse céu azul lindo (risos) foi em um dia às 9 da manhã.

Rodrigo em um dos mercados de Natal (são vários!).

Em março, chegou a primavera e foi a coisa mais incrível que eu já tinha visto. Eu ainda lembro do primeiro dia quente e de céu azul, as folhas verdes e flores brotando. Toda primavera aqui é linda, mas a primeira é inesquecível. Dá uma sensação de leveza poder sair sem se paramentar com casaco pesado, botas, luvas, toca, cachecol. Em Dresden, faz muito frio no inverno, chegamos a passar uma semana com temperaturas de -10 a -12oC, a diferença é marcante.

Na primavera também retornam os sons. Passarinhos e outras criaturinhas que não enxergamos enchem as ruas de som. O inverno é silencioso, mas nem nos damos conta. É quando o som retorna que percebemos o quanto estava ausente.

Flores surgindo em março.

Verde inacreditável das folhas novas chegando (foto sem filtro!).

O céu azul. 
O verão chegou em junho e foi de matar, muito quente. Nosso apartamento, ainda por cima, pegava o sol da tarde. Era um calor sem fim que nem à noite passava. Melhorava de madrugada, durava algumas horas pela manhã e logo o sol batia em cheio nas janelas. Tudo isso sem ar condicionado.

No segundo verão, na verdade o segundo começo de verão, porque viemos para Seattle no fim de junho de 2015, eu já tinha ficado mais esperta. Percebi que o ideal era deixar as janelas e cortinas fechadas o dia todo e só abrir quando estivesse fresco lá fora. Eu esperava até a temperatura externa estar sensivelmente menor do que a de casa e abria a casa toda. Quando acordava, fechava tudo outra vez. Foi infinitamente mais tolerável do que no ano anterior.

Sentar em um Biergarten perto do rio ajuda a refrescar no verão.

Crianças aproveitando.

Quando o outono vem chegando, a sensação térmica é boa. É também fascinante ver as árvores mudando de cor de uma hora para a outra e, depois, perdendo as folhas também muito rápido. O chão coberto de folhas coloridas é lindo demais. Eu fiquei fascinada com as cores vibrantes. Apesar de já ter visto em fotos, ao vivo é muito mais incrível. Chega a parecer que as folhas são de mentira.

Mas junto com o outono vem chegando a escuridão. Os dias ficam mais curtos muito rápido e a cada esfriada você tem certeza de que o inverno chegou para ficar.

Folhas de um amarelo vivo.

As vermelhas chegam a parecer de mentira.

O segundo inverno não é tão fácil. Não é por causa do frio, com o qual você acostuma rápido tendo as roupas adequadas (esqueça os casacos do Brasil!). É a escuridão. Essa é implacável. Você pode estar quentinho na sua casa com aquecimento central, pode até acender várias velas, mas a escuridão vai te engolir no que antes você vinha chamando de fim de tarde. Quatro da tarde é noite.

Pelo menos para mim, no segundo inverno já não parecia tão importante ter uma noite longa, eu preferiria ter as horas de luz de volta.

O dia seguinte custa a chegar, só lá pelas 9 da manhã. Quando eu tinha aula de alemão às 9, saía de casa no escuro da noite. É difícil não se sentir pelo menos um pouco desanimado, às vezes muito.


Mas quando faz um dia frio de doer, com céu azul e neve, dá vontade de ter meses e meses de inverno. (Todas as outras fotos foram feitas me Dresden, esta foi em Berlim)

Hoje está tão quente que eu precisei vir para o lado da casa em que não bate sol para não derreter - aqui também não temos ar condicionado. O fim-de-semana promete ser mais quente ainda, um calor que não fez o verão inteiro. Uma parte de mim quer reclamar, mal acostumada com o verão ameno de até então. Mas a maior parte de mim está com receio de perder 46 minutos de luz em duas semanas.

Mas, como diz o ditado, o que não tem remédio... Enquanto a escuridão não chega, vou aproveitando os dias de sol e luz que ainda temos este ano.

As estações aqui em Seattle são diferentes, o clima é mais ameno. Esse é meu segundo verão, a primeira estação que estou "repetindo". Outro dia, escrevo mais para vocês sobre como é o clima daqui. Mas as horas de luz, essas são praticamente as mesmas.

Vocês já passaram por um inverno com poucas horas de luz? Como foi? Compartilhem comigo, eu vou adorar saber!


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Thursday, August 18, 2016

A vista de Berlim em cima da Torre da TV em Berlin - Alemanha

Oi, pessoal!

Eu tinha toda a intenção de fazer um vídeo bem legal de Berlim pra vocês, de verdade. Mas o que aconteceu? Esqueci de filmar!

Fazendo uma limpa no meu celular antigo, encontrei os únicos vídeos que fiz lá. Fiquei na dúvida se mostrava pra vocês ou não, mas juntando todos não deu nem 3 minutos. Mas não se preocupem, eu tenho muitas fotos de Berlim e vou fazer um roteiro de tudo que visitamos nos dias que passamos na cidade. Vimos muita coisa e quem for para lá vai aproveitar bastante.

Eu filmei a estação central de Dresden, um pedaço do caminho, alguns segundos de Alexanderplatz e, o que me fez decidir por compartilhar o vídeo, a vista de cima da torre de TV (Fernsehturm). Berlim é muito bonita vista lá do alto! Assistam e me digam o que acharam!





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Monday, August 8, 2016

Livraria linda em Seattle: The Elliott Bay Book Company

Oi, pessoal!

O vídeo de hoje é para mostrar a vocês uma livraria que nós adoramos aqui em Seattle. Fica no bairro de Capitol Hill e é simplesmente linda.

Nem vou comentar muito por aqui, porque já falei sobre ela bastante no vídeo.

Depois me contem o que vocês acharam!





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Wednesday, July 27, 2016

Como foi visitar o Brasil depois de 2 anos fora - Parte 2

Neste post, vou continuar falando sobre as minhas impressões ao visitar o Brasil depois de passar dois anos fora. A reação de vocês à primeira parte (clique aqui para ler) foi muito legal e só me motivou a escrever mais sobre o assunto. Obrigada!

Vou continuar falando sobre as coisas, características e atitudes que chamaram a minha atenção durante minhas semanas no Brasil. Eu acredito que tenha perdido algumas impressões por não anotar logo que percebi. Muito rapidamente a estranheza era substituída por uma familiaridade muito grande, que me enchia de saudades. Sim, saudades estando lá e vivenciando exatamente o que estava me provocando o sentimento. Falei que era estranho, não é?

Não custa relembrar que nada disso é juízo de valores, escolha de certos e errados nem nada do gênero, são só impressões de uma expatriada voltando para casa.


Telhas vermelhas

Parece besteira, eu sei, mas foi a primeira coisa do Brasil que eu vi e meu coração se encheu de alegria quando o avião estava baixo o suficiente para ver todos aqueles telhados avermelhados. Seattle vista de cima, por exemplo, é cheia de telhados acinzentados, muito comuns fora do Brasil.

As telhas de barro me deram a primeira sensação forte de estar voltando para casa.

Olha os telhados lindos! (Palmas, 2007)

Senhoooooora!

Essa quase me fez rir sozinha (por dentro, eu ri muito!). Foi ainda no aeroporto, já não lembro mais o motivo. Já perceberam que a expressão facial é sempre do maior desinteresse do mundo e a duração do "ooooooo" bem longa?


Jeitinho brasileiro

Aqui não estou falando do jeitinho malandro e avesso à lei. Mas daquele jeitinho de sair um pouquinho do seu caminho para ajudar o outro, fazer aquela coisinha extra porque vai facilitar a vida da pessoa. Sabe aquela gentileza que não custa nada além de uma dose de boa vontade?

Eu cheguei com uma mala grande demais, sabia que estaria fora do peso, mas não sabia quanto. Fui perguntar para uma funcionária da companhia aérea onde poderia pesar a mala, porque ainda faltava mais de uma hora para abrir o embarque do meu voo. Ela me levou até uma balança, o pessoal que estava esperando perto me ajudou a levantar a mala e em dois minutos eu sabia quanto tinha de sobrepeso a pagar. Foi um pequeno esforço para ela, mas uma grande ajuda para mim, porque ainda não tinha reais e precisava saber quanto trocar.

Isso nunca aconteceu na Alemanha, então fiquei muito surpresa na hora (tinha desacostumado totalmente!) e muito contente.

Dá para ter uma ideia do tamanho da "criança"? Essa imagem foi fechando a mala para voltar.


Banheiros

Em uma das minhas conexões, no Canadá, tive que andar tanto até achar um banheiro que comecei a me perguntar quantos passos mais minha bexiga iria aguentar. Já em Guarulhos, mal saí do avião e dei de cara com um banheiro. E depois daquele tinha vários outros, uma maravilha!

Em Dresden, para terem uma ideia, no shopping do centro da cidade tem dois banheiros e precisa pagar para usar ambos. Estação de trem tem banheiro, também pago. É muito bom poder fazer xixi sem procurar moeda.

Mas, cuidado: não pode jogar papel na privada! Isso é muito esquisito. Aqui e lá na Alemanha, os banheiros femininos públicos só têm um lixeiro bem pequeno, apenas para absorventes. As privadas virtualmente não entopem. Digo virtualmente porque se alguém (não vou dar nomes) jogar quatro folhas de papel toalha na privada, entope, sim.


Roupas e acessórios

Já falei de calça jeans e tênis no post anterior, mas tem mais coisas que são muito menos comuns em outros lugares e logo me chamaram a atenção por serem muito usadas no Brasil:
sapatênis,
joias de ouro amarelo,
legging usada como calça,
aparelho fixo em adultos.


Comida

No Brasil se toma Coca Zero, em vez de Diet, eu não lembrava. Hoje em dia, acho a zero mais doce que a diet, mas não faz tanta diferença. Só me dá nos nervos aquele bendito limão que sempre colocam no copo quando pedimos gelo. E se pedir copo só com gelo, eles jogam o limão fora e devolvem o mesmo copo, com gosto de quê? Pois é.

Não posso esquecer de mencionar o cappuccino. Se existe o cappuccino brasileiro em outro lugar, nunca tive a infelicidade de encontrar. É uma mistura doce, um pó que já vem pronto, às vezes ainda com chocolate na borda (Babi, eu sei que tu amas, mas é ruim demais hehe). Cheguei no aeroporto exausta, louca por um café e pedi meu capuccino sem pensar, nem lembrava disso. Tive que jogar fora e comprar outro, me certificando de ser a receita italiana tradicional.

Cappuccino brasileiro: isso é mais para sobremesa do que café! (Foto: Google)

Em Blumenau, minha cidade natal, tem os melhores bolos, cucas e salgados do mundo. Amo o bolo de morango com suspiro em camadas e não encontro em nenhum lugar nada nem remotamente parecido.

Meu aniversário de 29 anos. (Blumenau, 2008)

Uma coisa que só tem no Brasil e, até onde eu saiba, no sul, é pinhão. Eu amo pinhão. E faz três anos que eu não vejo a cor de um, porque fui no verão e não é época. Juro que deu até uma dorzinha no coração.

Pinhão, amor verdadeiro. (Foto: Google)

Tem restaurante bufê a quilo com todo tipo de comida e as carnes são uma delícia. Confesso ter comido arroz e feijão em todos os restaurantes que fui, como fazia antes. Apesar de comermos arroz e feijão aqui, não é no dia-a-dia e foi gostoso retomar o hábito.

E não podia deixar de fora: churrascaria. Fiz todo mundo me levar várias vezes, acho que no fim já não aguentavam mais ver carne. Na Alemanha, a carne era cara e os cortes não eram tão bons. Aqui, tem até churrascaria, mas é rodízio com bufê e não tem tudo. Eu prefiro pedir a carne e os acompanhamentos - arroz, feijão, maionese, farofa, polenta frita, pão com alho - na mesa. Deu água na boca só de lembrar.


Preços altíssimos

Por falar em feijão, o que são os preços? Em fevereiro e março o feijão em si não estava tão caro (acho), mas 50 reais não compravam quase nada no mercado. Não que cinquenta reais fizessem uma mega compra em 2013, mas não era assim. Também vi muito mais notas de cem reais circulando. Fiquei com a sensação que cem reais hoje são os cinquenta de antes.

Eu, sinceramente, achei tudo caro mesmo convertendo. Muitas vezes, pagava mais do que gastaria aqui por algo de marca inferior e acabei comprando muito pouco.


Natureza

O céu é de um azul mais claro e as nuvens são tão baixas que eu ficava o tempo todo com a sensação de estarem ao meu alcance. Eu tomava banho olhando as nuvens e me perguntando quão perto estariam do telhado.

E quando chove é incrível. Chove como se tivessem aberto o céu e ele fosse feito de água. Um passo na chuva e você fica encharcado. Aqui não chove assim, na Alemanha talvez tenha chovido parecido umas duas vezes.

Em Blumenau, existem tantos tipos de árvore que não faço ideia de quantos são. Os morros são lindos, com todas as árvores misturadas.

Blumenau, 2016


E isso é tudo que eu tenho anotado! Com certeza, muita coisa se perdeu por ter deixado para anotar depois. Como já mencionei, logo eu me acostumava novamente e já não lembrava mais o que tinha me chamado atenção um minuto antes.

Foi bom demais visitar o Brasil, espero poder voltar logo. Será que na próxima vez também vou ter essa sensação de estranhamento misturado com familiaridade?

Depois me digam o que acharam, quero saber!



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Tuesday, May 31, 2016

Como foi visitar o Brasil depois de 2 anos fora - Parte 1

Quem me acompanha em outros lugares além do blog (links no fim do post!) já sabe que eu estive no Brasil de fevereiro a março. Eu não voltava há mais de dois anos, praticamente desde a mudança para a Alemanha, então foi bem diferente essa chegada, se comparada com um retorno de viagem mais curta.

Por mais que eu já tivesse viajado para fora do Brasil algumas vezes e percebesse diferenças quando voltava, não é a mesma coisa. Eu não consegui descrever exatamente a sensação até agora, mas vou tentar explicar.

Foi sentir, ao mesmo tempo, um estranhamento enorme e uma familiaridade de proporção quase igual. Meio um misto de "esquisito isso" e "é assim" com relação às mesmas coisas. Sem qualquer juízo de valor ou certo e errado, simplesmente uma sensação diferente de outras que eu já tivesse tido.

O estranhamento era intenso, mas a familiaridade vinha tão rápido, que logo eu esquecia aquilo que tinha achado estranho minutos atrás. Até porque, no começo, eram muitas as coisas gerando essa experiência. Eu comecei a anotar, para depois poder vir falar para vocês.

Não estou escrevendo esses posts para dizer que uma coisa é certa e a outra errada. Pelo contrário, cada vez acredito menos que isso exista, quando se trata das diferenças culturais entre os povos. Só fiquei realmente muito surpresa com a sensação de estar totalmente por fora e, ao mesmo tempo, por dentro, dos nossos hábitos e costumes no Brasil.


Nosso amor por calças jeans e tênis

Tudo começou no aeroporto, em Toronto, onde peguei o voo para São Paulo. Um mar de homens de boné e tênis de academia e mulheres de calça jeans justa. Sempre ouvi as pessoas falando sobre isso em relação aos brasileiros viajando, mas não me dava conta. Até porque, claro, eu também amava usar calça jeans e achava até confortável (risos).

Nada mais confortável do que uma calça jeans e tênis! (Floripa, 2009)

Muito conforto hehe (Londres, 2010)

Nossa (des)organização no portão de embarque

Em seguida, o portão de embarque. Não sei se agora todas as empresas estão fazendo isso, mas a Air Canada embarca por zonas. Assim, o avião vai enchendo de trás pra frente e não fica todo mundo se atropelando. No voo de Seattle para Vancouver foi assim. No de Vancouver para Toronto, também. E, adivinha? As pessoas esperavam sentadas chamar a sua zona, depois faziam fila e entravam.

Sentada comendo um lanche, eu já comecei a rir sozinha vendo nosso estilo de embarque. Sabem qual, né? Todo mundo amontoado o mais perto possível do balcão e, de preferência, furando a fila para entrar mais rápido. De novo, é algo que sempre ouvi as pessoas comentando e antes eu até percebia, mas não percebia.


Nossas unhas perfeitas

Mas, também no aeroporto, fui vendo aquela coisa tão nossa de estar sempre com o cabelo lindo e as unhas perfeitas (geralmente, vermelhas ou branquinhas) que é muito característico das brasileiras. Eu, por exemplo, quase só pintava as unhas de vermelho. Se passasse um verde água, domingo de noite tinha que remover, porque não seria bem visto ir trabalhar assim. Outro dia, conto mais sobre como é isso fora do Brasil.

Unhas vermelhas em algum momento do passado.

Unhas branquinhas (Blumenau, 2005)

E uma coisa muito irritante

O post já está ficando grande, então vou contar mais uma do aeroporto e deixo as outras para outros posts. Essa eu nunca gostei, sempre achei um absurdo, mas não sabia que só no Brasil (dos lugares que eu fui, claro) acontece. Os gritos na fila do check in para chamar os atrasados de voos que estão quase saindo. Não sei se é feito para não precisar reacomodar todos os retardatários em outro voo ou algum motivo semelhante, só sei que é estranho e bem chato para quem chegou com tempo suficiente e está aguardando a sua vez.

O que vocês acham? Também percebem essas características? Depois me contem, vou adorar saber!


Apenas relembrando: esse post (e o próximo que vou escrever) não foi feito para comparar de forma negativa vs positiva, certo vs errado, nem nada do gênero. Só quero compartilhar com vocês como foi voltar ao Brasil depois de tanto tempo e achar tudo isso muito esquisito e, ao mesmo tempo, muito "ah, é assim que as coisas são!".

Para ler a continuação, clique aqui.




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Tuesday, May 10, 2016

Que saudades da neve! - Alemanha (Berlim e Dresden)

Oi, pessoal!

Com o inverno chegando no Brasil, fiquei com vontade de compartilhar alguns vídeos da neve na Alemanha.

Aqui em Seattle estamos no fim da primavera. Nosso primeiro inverno aqui não chegou a temperaturas abaixo de zero e não teve neve, por isso todas os vídeos são em Dresden e Berlim.

Espero que vocês gostem!

É uma delícia acordar e estar tudo branco.

E viramos crianças outra vez!




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Monday, April 4, 2016

Meu lugar favorito em Seattle: Pike Place Market, o mercado público

Um dos meus lugares preferidos aqui em Seattle é o mercado público - Pike Place Market. É bonito, cheio de vida e tem desde comidas deliciosas até curiosidades e coisas esquisitas.

Quando estamos meio sem ideia de passeio no fim-de-semana, vamos para lá, porque sempre é bom.

Pike Place Market, entrada principal. 

O vídeo (link no final do post) ficou super completo, então não vou me alongar muito aqui no blog, mas vou dar um gostinho do que você vai encontrar nele.

São vários níveis, começando da altura da rua para baixo. A quantidade e variedade de lojas é supreendente.

Muitos andares com as lojas mais variadas.

As comidas são deliciosas. É impossível resistir aos pedaços de frutas sendo distribuídos e eu quase sempre levo algumas para casa.

Frutas no lado de fora do mercado.

Bancada de frutas.

Almoçar frutos do mar fresquinhos é indispensável em uma visita ao Pike Place Market.

Frutos do mar fresquinhos no nosso restaurante favorito.

Nosso restaurante favorito é o Lowell's. O preço é justo e a comida uma delícia. O ambiente é bem descontraído. No primeiro e terceiro andares, o pedido é feito no caixa e depois é só aguardar na mesa. Eles pedem, logo na entrada, que ninguém reserve mesa antes de pedir a comida. Funciona mesmo, nós nunca precisamos esperar para sentar e olha que o mercado é lotado!

O segundo andar é diferente. Funciona mais como um restaurante tradicional, em que todo o atendimento é feito direto na mesa.

Todos os andares têm uma vista linda de Elliott Bay.

Vista linda do terceiro andar do restaurante Lowell's

É demais, né? E isso não é só amostra grátis perto de tudo que tem lá. Eu fiz o vídeo seguindo o roteiro que nós mesmos fazemos, então dá para ter uma ótima ideia de como o mercado é estruturado e de tudo o que ele oferece. Assistam e depois me digam o que acharam!



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Tuesday, March 29, 2016

Os charmosos Castelos do rio Elba em Dresden - Alemanha

Dresden é uma cidade bem plana, como talvez vocês já tenham percebido nos vídeos e fotos que posto aqui. Mas do lado direito do rio Elba, fica uma região mais elevada onde estão localizados os três castelos do Elba (em alemão Elbschlösser).

Os castelos se chamam Schloss AlbrechtsbergLingnerschloss e Schloss Eckberg. Nenhum dos sites é em português, mas o primeiro e o último têm várias fotos, inclusive aéreas. Vale a pena dar uma olhada!

Quero mostrar para vocês o Lingnerschloss, mais especificamente a parte dele chamada Lingnerterrassen. Para chegar lá, é só pegar o Tram 11 até o ponto "Elbschlösser".

Para quem não sabe que os castelos estão ali, é até difícil encontrar a entrada. Vejam só:

Alguém encontrou?

Sim, é esse buraco no muro!

Depois de entrar, é só caminhar entre as árvores até o castelo e ir direto deixar o queixo cair com a vista incrível.

A ponte Blaues Wunder lá no fundo

Dresden toda plana, até onde os olhos alcançam
É de tirar o fôlego! Para recuperar, você pode escolher entre sentar no Biergarten ou no restaurante.

No Biergarten, você mesmo busca a comida e a bebida. Sempre que fui, tinha uma barraquinha vendendo assados e uma venda com bebidas e bolos. Os preços são muito acessíveis. Dá para almoçar e depois tomar um café com alguma torta por um preço muito bom.

Mesas do Biergarten

No restaurante, você pode optar por sentar dentro ou fora e vai ser servido na mesa. Aqui são servidas refeições, em vez de lanches, e é uma opção um pouco mais cara, mas também nada absurdo. Aqui eu comi uma vez, com o Rodrigo, em um dos nossos últimos passeios em Dresden antes da mudança.

Mesas do restaurante

Os aspargos estavam uma delícia!

A panna cotta, então, perfeita

E para vocês sentirem um pouco como é estar lá, eu fiz um vídeo curtinho mostrando a vista:



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Tuesday, March 22, 2016

Um cheiro e uma infância inteira

Hoje o dia está bem agradável. Sol, vento leve e frio, temperatura de 11oC. Quando o dia está assim, sempre aproveito para dar uma caminhada mais longa com os cachorros. 

Quando estávamos em uma área mais aberta, senti um cheiro leve de cigarro. Sabe quando o cheiro vem de longe, já bem mais fraco do que quando a pessoa está fumando do nosso lado? Assim. Essa combinação de sol, ar fresco e cigarro me leva, toda vez, de volta para a infância e os meses que passávamos na praia todo verão.

No dia seguinte ao Natal, já estávamos com os carros cheios de malas e mantimentos. Na praia, tudo era caríssimo, então o pai e a mãe levavam o quanto fosse possível de casa. Precisávamos escolher muito bem os brinquedos e presentes para levar junto, porque não sobrava muito espaço. De qualquer maneira, eles acabavam esquecidos até os dias de chuva, quase intocados o verão inteiro.

Com a mãe, ainda em casa.

A viagem era uma ansiedade só. Passávamos o tempo inteiro perguntando se já estávamos chegando e recebendo respostas pacientes do pai, com o nome de cada cidade por onde estávamos passando, e gradualmente mais impacientes da mãe, de que ainda faltava muito. Como era bom chegar e sentir o cheiro do nosso apartamento, onde eu adorava tudo, a minha casa do verão. Gostava até dos colchões quase tão finos quanto dormir no estrado, instalados no nosso beliche, onde dormíamos ouvindo o mar.

Nós acordávamos cedo - ou o que me parecia cedo - e quando íamos para a praia ainda estava um pouco frio. Lembro de ficar um bom tempo brincando na areia antes de poder entrar na água sem ser desconfortável. Também caminhava com a minha mãe nessas horas. Ela gostava de ir até o fim da praia - não era muito longa - e voltar antes de começar a se bronzear.

Quando voltávamos da caminhada, o sol já estava bem mais forte e meu irmão e eu, junto com nossos vizinhos, íamos para o mar. Depois que entrávamos, era como um cabo de guerra para nos tirar de lá. Cansei de torrar o nariz todo por não voltar para reaplicar o protetor que, na época, era o Sundown com FPS 8. 

A mãe desses nossos vizinhos era a responsável - ou a principal - pelo cheiro de cigarro sempre se espalhando pela ar. Ela fumava logo cedo e também passava um óleo bronzeador que a deixava com uma cor linda, embora minha mãe já dissesse então ser péssimo para a pele. Nossos amigos, os filhos dela, eram todos meninos. Um deles tinha mais ou menos a nossa idade e os outros dois, gêmeos, eram um pouco mais novos. 

Nós pássavamos a manhã, até o horário do almoço - já não lembro qual era o horário, se é que um dia soube - na praia. Almoçávamos em casa, praticamente não existiam restaurantes na praia. E, claro, na época restaurante era uma coisa de fim-de-semana ou ocasião. O almoço era quase sempre a mãe quem fazia. Comíamos muitos frutos do mar comprados diretamente dos pescadores, era uma delícia. 

À tarde, depois de fazer a digestão e esperar o sol não estar mais tão forte, íamos brincar com nossos amigos. A brincadeira podia ir desde ficar na casa um do outro (mais chato) até montar uma jangada com bananeiras para brincar de sobreviventes no mar (incrível!). Eles também tinham muitos botes e pranchas de "morey boogie" e nós chegamos a juntá-los em algum tipo de embarcação e remamos até uma praia deserta para fazer um piquenique.

Outra atividade bem comum nesses nossos dias de verão era andar nas pedras com o pai. Nós andávamos muito, íamos longe e passávamos várias horas fora. Desde pequenos fazíamos isso e também novinhos já ouvíamos o pai dizer, toda vez que tentávamos nos apoiar com as mãos, "Andem com os pés, vocês não são macacos!". E aprendemos a andar com os pés, mantendo o equilíbrio e pulando de pedra em pedra. Usávamos as mãos só para escalar paredões que, hoje em dia, eu não teria coragem de chegar perto. 

Uma vez, fomos bem longe, até uma praia ainda mais vazia do que a nossa. Estávamos morrendo de sede e o único barzinho aberto tinha, de mais leve, apenas Keep Cooler. O pai acabou telefonando para a mãe nos buscar de carro. 
 
Com o pai, na praia.

Se não chovesse, nós íamos para a praia praticamente sem exceção e seguíamos estas rotinas com poucas alterações. Poucas vezes, eu tentei ficar em casa, meio enjoada da praia. Acabava sempre com a sensação de estar perdendo alguma coisa e mudava meus planos. Deixava para os dias de chuva o meu enjoo e nunca me arrependia. 

Nossa televisão era pequena, preto e branco, e tinha apenas a antena comum. Alguns dos nossos vizinhos tinham televisão com antena parabólica e, poucas vezes, assistíamos alguns desenhos animados com eles. Em casa, a única programação que me lembro de acompanhar eram os desfiles de Carnaval. A música, pelo menos, porque o desfile em si era a mesma dança de chuviscos de sempre. 

Assim como o Natal marcava o começo dos melhores meses do ano, o Carnaval marcava o fim. Era hora de voltar para a cidade, comprar o material escolar (algo que eu sempre adorei fazer) e começar as aulas na quarta-feira de Cinzas, porque estudávamos à tarde, quando não é mais feriado. Também era hora de rever os brinquedos e presentes, era como finalmente encerrar o Natal.

Dentre as memórias da minha vida, estas são das mais queridas. Lembro da praia, do nosso apartamento, das nossas brincadeiras, caminhadas e passeios com muita saudade e carinho. Até hoje, férias são, para mim, ficar perto do mar e dormir ouvindo o som das ondas. 






Monday, March 21, 2016

Um passeio por Wallingford, o bairro com carinha de cenário de filme - Seattle

Oi, pessoal!

Eu sempre gostei de visitar bairros e perceber as diferenças dentro de uma mesma cidade, não importa o país. Gosto tanto de me perder quanto de seguir roteiros para ter uma ideia do que vou encontrar. Desde a mudança, tenho gostado de usar um guia para explorar as vizinhanças. Foi o que fiz quando fui a Wallingford.

Aqui em Seattle, existe uma cultura forte de bairros. Quem mora em um bairro, não costuma mudar para outro ou mesmo visitar muito para fazer as coisas. Fora ir para o trabalho, as compras, os restaurantes, tudo do dia-a-dia as pessoas preferem fazer no próprio bairro em que moram, então as variações são bem interessantes por toda a cidade.

Eu aproveitei o passeio para tirar algumas fotos e fazer um vídeo (está no final do post) para compartilhar com vocês. As fotos e vídeos se complementam, porque não consegui fazer tudo em dobro, vejam os dois!

O guia que eu estou usando recomenda o ponto de partida e o caminho a fazer para encontrar as atrações, lojas e tudo o mais. No caso de Wallingford, ele recomenda que o passeio comece na frente de uma loja de curiosidades e bizarrices chamada Archie McPhee, então foi o que eu fiz.

Archie McPhee

Dentro da Archie McPhee

Continuei caminhando pela avenida principal (N 45th St) e admirando a carinha de filme da região. Assim que se sai dessa avenida, já começam as casas e fica tudo com bem residencial, sem comércios. Não bati foto das casas, mas filmei. Depois me digam se não parecem de mentira!

Céu azul e árvore ainda cheia das folhas do outono (foto sem edição nenhuma)

Eu fui à tarde, então decidi tomar um café em um dos locais sugeridos. Conheci o Fuel e um dos melhores cappuccinos que já tomei. O local não é dos melhores para quem estiver com fome, porque não tem praticamente nada para comer, mas o café vale muito a pena e o ambiente é agradável.

Fuel

Esse centro comercial - Wallingford Center - é lindo demais! Tem várias lojas com acesso direto pela rua, sem precisar entrar no shopping em si. 

Wallingford Center - cenário de filme, né?

Também adorei conhecer a "The Sock Monster". Eu amo meias, especialmente as com algum tipo de desenho ou bem coloridas. Esse tipo de loja é um sonho para quem gosta de meias.

The Sock Monster - o paraíso dos viciados em meias

Algumas semanas atrás, voltei lá com o Rodrigo e ele também gostou desse bairro com cara de filme.



Assistam o vídeo para ver mais. Espero que vocês gostem!




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Tuesday, March 15, 2016

Green Lake ou meu bairro sonho de consumo em Seattle

Oi, pessoal!

Quando nos mudamos para Seattle, tivemos a ajuda de uma empresa especializada em relocação, assim como foi na mudança para Dresden. São duas empresas diferentes e, de modo geral, preferimos a da Alemanha. Mas aqui tivemos uma experiência que, só depois percebemos, fez falta lá em Dresden. A pessoa que nos acompanhou fez um tour pelos principais bairros de Seattle.

Foi rápido, nada aprofundado, mas já deu para ter uma ótima ideia da cidade e das vizinhanças. Nós fomos passando de carro pelos bairros. Quando chegamos em Green Lake, eu me apaixonei pelo lugar. Resolvemos sentar e tomar um café (Starbucks, claro, outro dia conto mais sobre isso!) enquanto observávamos o movimento.

Estávamos no lado leste do lago e a rua principal é cheia de lojinhas e comércios em geral. Na rua de trás, apenas casas. Bem perto desse lugar tinha uma casa para alugar, mas fomos ver e estava muito feinha. Pelo preço, nada baixo nesse bairro, não achamos que valia a pena. Mas guardei Green Lake no coração e, um dia, quem sabe?

Green Lake. Foto feita no lado oeste do lago.

<3

Green Lake. Terminando o passeio.

O passeio que mostrei no vídeo foi pelo lado oeste do lago. Vejam na minha foto maravilhosamente bem editada abaixo:

Sou ou não sou a melhor editora de fotos? 
O traço verde mostra região onde fomos na primeira visita a Green Lake e o azul mostra o passeio que fizemos (vídeo).





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