Monday, August 21, 2017

Turistando em São Francisco, Califórnia

Essa viagem foi há um bom tempo e eu tinha esquecido (pois é...) de publicar os vídeos que fiz lá em São Francisco. Os vídeos são estilo "guia turístico" que fiz quando visitamos São Francisco, Califórnia. A qualidade não é das melhores, por terem sido feitos no Snapchat, mas super valem a pena para quem for visitar e não faz ideia de onde começar.

Nossa viagem foi de última hora e eu não tive nem tempo de comprar um guia antes de ir para lá. No primeiro dia, contamos com a memória do Rodrigo, que já conhecia a cidade, e aproveitamos muito. Depois, encontrei uma livraria e comprei um guia para os outros dois dias.

Eu simplesmente adorei o Pier e nós fomos lá diversas vezes. É imperdível!

Espero que vocês gostem!

Dia 1:


Dia 2:


Dia 3:



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Saturday, July 29, 2017

Space Needle e SkyCity Restaurant

Em junho, a Rosa e a Neusa vieram nos visitar. Entre vários passeios que fizemos, um dos meus favoritos foi visitar a Space Needle e tomar o brunch (mistura de café da manhã com almoço) lá em cima, no SkyCity Restaurant.

Space Needle vista de um barco.

O tempo estava custando a firmar e eu fiquei com medo de agendar com antecedência e acabar indo em um dia nublado. Acabei não conseguindo fazer reserva pelo site, mas telefonando lá tive várias opções de horário, então é uma dica legal para quem pretende visitar e também está com receio de pegar um dia feio.

Eles pedem para você chegar uns 15 minutos antes e entrar pela loja de presentes, que é enorme e tem coisas bem legais. Dali, eles te levam de elevador até o topo, que é observatório normal. Se não quiser visitar o restaurante, é só visitar essa parte e curtir as vistas lindas da cidade. Eles deixam um daqueles buzzers com vibração e luzes e é só esperar ser chamado.

Rosa, Neusa, eu e Rodrigo.

Nós e uma vista linda.

Uma coisa muito legal do restaurante é que ele gira 360 graus duas vezes enquanto você faz a refeição, que pode durar até duas horas, tempo suficiente.

Nessa foto dá para ver bem como o restaurante é redondo.

São três pratos, a seleção é grande, e você precisa escolher todos antes de começar a ser servido. Eu não gostei muito disso, porque é difícil imaginar (para mim, pelo menos) o que vai estar com vontade de comer depois de cada coisa. Veja o menu completo do brunch aqui.

O Rodrigo pediu de entrada um chowder que, na minha opinião, foi a coisa mais deliciosa de todas. Minha entrada, para manter o clima de café da manhã, foi de waffles com creme e morangos, que eu não achei nada de especial. Meu prato principal foi o "The Benny" - bacon, ovos escalfados, caranguejo dungeness, emulsão cítrica e batatas. Esse estava uma delícia, mas já não aguentei comer inteiro. E, por fim, um crumble de ruibarbo que, novamente, eu não consegui terminar.

Waffle com creme e morangos.

The Benny.

Crumble.

Gostamos mais das vistas de dentro do restaurante do que fora, porque é mais fácil bater fotos sem as grades de proteção aparecendo. Algumas fotos da vista incrível:

O centro de Seattle é cheio de gruas, porque está todo em construção.


Mount Rainier ao fundo. Ele só é visível em dias perfeitos.


Nossa casa fica nessa direção.


Lake Union.

Eu realmente adorei esse passeio e recomendo para quem estiver em Seattle - morando ou visitando - com certeza.

Monday, July 24, 2017

Alemanha vs Estados Unidos

Desde que mudamos para Seattle, eu venho formando uma lista de diferenças entre os Estados Unidos e a Alemanha. Vou anotando no celular assim que percebo alguma coisa, para não correr risco de esquecer. Devo ter deixado algumas escaparem mesmo assim, mas me dei conta que faz um bom tempo que não anoto nada, então resolvi escrever para vocês.

Os dois países são muito diferentes, muito mesmo. Eu acreditava que a adaptação na Alemanha seria mais fácil, por ter nascido em uma região e ser de uma família de origem alemã. De certa forma, ajudou, porque eu já sabia o que esperar em diversos aspectos. Mas, na realidade, viver imersa em uma cultura tão diferente da nossa, com uma língua tão diferente, foi mais difícil do que eu imaginava.

Quando eu estava concluindo o curso de alemão, começando a entender as - marcantes - diferenças no dialeto e sotaque de Dresden comparados ao Hochdeutsch, estava mais acostumada com o comportamento alemão, e por aí vai, surgiu a possibilidade de mudança para Seattle. Inicialmente, eu não queria mudar, fiquei triste, achei que seria todo aquele processo novamente, vindo para cá.

Para minha agradável surpresa, não foi nada do que eu imaginava. Começa por chegar em um lugar falando a língua fluentemente, mas vai muito além disso. Culturalmente, os americanos são muito mais parecidos com os brasileiros do que os alemães e isso faz uma diferença enorme na adaptação. Pelo menos para mim, foi assim.

Não tomem minhas comparações como juízos de valor, tampouco como generalizações do país inteiro. Uso Alemanha/alemães e Estados Unidos/americanos, como forma de facilitar e deixar o texto mais fluido. Mas a Alemanha, embora seja um país pequeno geograficamente, tem diferenças culturais e de linguagem enormes e eu só morei em Dresden. Agora moro em um país geograficamente muito grande e também culturalmente diversificado, e só morei em Seattle.

Sem mais delongas, vamos lá:


1 Faixa Etária

Uma das primeiras coisas que eu percebi foi a enorme diferença de idade entre as pessoas de Seattle e as de Dresden. Lembro o quanto me chamou a atenção ver tanta gente jovem nas ruas.

Em Dresden, mesmo que eu só saísse de casa para ir na conveniência do outro lado da rua, eu via dois tipos de pessoa: um bebê sendo empurrado em um carrinho e um idoso. Jovens, muito menos frequente.

Eu e o Rodrigo damos risada até hoje ao lembrar de um dia em que estávamos no ônibus e, mesmo sendo no meio do fim de semana, nós éramos os mais jovens de todos. E por uma margem de pelo menos uns 30 anos, sem exagero.

Além dos idosos, é muito comum ver famílias constituídas pelos pais e filhos pequenos. Na adolescência, eles não costumam mais ser vistos com os pais, apenas com amigos da mesma idade. Já os jovens encontrávamos mais trabalhando ou em casal.

Seattle, por outro lado, é uma cidade de jovens e adultos. Dias e dias se passam sem que eu veja um idoso; um bebê, então, já passei semanas sem ver.


2 Amigáveis ou não?

Nessa característica, os dois países são diferentes do Brasil de um jeito que me provoca estranhamento até hoje.

O Brasil é um país de primeiro nome, não é? Eu sempre fui Vivian, Dra. Vivian. Nunca foi usado meu sobrenome para me nomear, exceto quando usado o nome completo. Os apelidos também sempre usados apenas por amigos, familiares e nunca em ambiente formal.

Na Alemanha, as pessoas são bem menos amigáveis que no Brasil e, comparadas aos americanos, menos ainda. Tudo já começa pela forma de tratamento. Você deixa de ser a Maria para se tornar a Frau Silva; dá adeus ao João e olá para o Herr Santos. O tempo inteiro!

Eu cansei de não reconhecer que estavam falando comigo quando me chamavam na sala de espera do médico e achava esquisito ser tratada como Frau em vez de Vivian mesmo em um ambiente informal como a escola de alemão.

Já aqui nos Estados Unidos, todo mundo tem apelido. Às vezes, não sei nem reconhecer qual foi o nome gerador de certo apelido, porque ninguém usa. Michael é Mike, Elizabeth é Liz, Amanda é Mandy, Vivian é Viv, e assim vai.

Acredito que as formas de tratamento são uma boa indicação do quão amigavelmente as pessoas se relacionam nos dois países.

Na Alemanha, a atendente da loja não vai sorrir para você no caixa, mesmo que você sorria para ela primeiro. Conversa fiada não é o forte dos alemães. Já aqui, eles perguntam até quais são os seus planos para o dia. Acho que no Brasil somos mais "nem tanto ao céu nem tanto à terra" nesse sentido.

Eu achava estranho não retornar um sorriso de alguém que está interagindo diretamente com você e ainda não me acostumei a ser tão bem tratada em situações corriqueiras.


3 Até os correios!

Aqui nos Estados Unidos, o carteiro esperou eu chegar na porta umas três vezes. Normalmente, nem a campainha eles tocam, só deixam o pacote na porta. Já percebi que eles tendem a tocar quando é algo mais caro ou grande demais. Mas, mesmo assim, eles tocam a campainha umas três vezes seguidas (os cachorros ficam enlouquecidos!) e vão embora.

No começo, eu saía correndo porque achava que ele estava com pressa e ia levar o pacote embora. Depois, fui percebendo que a campainha é um aviso, não um chamado, e não corri mais (risos).

Aqui nós encomendamos pela internet muito mais do que na Alemanha e mesmo no Brasil, e só um pacote meu desapareceu até hoje.

Na Alemanha, se você não estiver em casa para receber uma encomenda, eles vão tentar deixar com algum vizinho. Se tiver algum vizinho em casa que aceite receber por você, eles entregam, registram com quem deixaram e colocam um aviso na sua caixa de correio.

Uma das primeiras coisas que recebi para um vizinho foi uma bicicleta! Por sorte, essa foi a maior encomenda de todas. Mas basicamente tudo que não seja uma carta vai ser entregue para alguém no prédio.

Se ninguém receber o seu pacote, eles levam para uma agência ou quiosque dos correios e deixam um bilhete na sua caixa com o endereço. Às vezes, eles deixam em um local próximo da sua casa, mas não necessariamente.

Aconteceu de termos encomendado um pacote enorme de ração e eles deixarem em um local em que não só era preciso ir de transporte público, como a agência era longe do ponto.

Então, vejam: no país onde é comum ter carro, a encomenda fica na sua porta. Naquele em que a norma é usar transporte público, a encomenda fica onde for mais conveniente para o entregador. E, assim como os sobrenomes e apelidos são um bom indicador do quão amigável é cada país, essa característica dos correios mostra bem qual país é voltado ao cliente e qual vai fazer as coisas de acordo com a regra - nada mais, nada menos.


4 Os domingos

Falando em serviços, não tem como deixar de lado os domingos. Na Alemanha, tudo fecha aos domingos. Até mesmo os shoppings. As únicas coisas abertas são restaurantes, conveniências e as padarias até um certo horário (acho que 4 da tarde).

No verão, pelo menos dá para passear, sentar em um Biergarten ao ar livre, fazer uma trilha para quem curte. Mas no inverno é triste. Frio de doer e nada para fazer.

Para não dizer que nunca abre o comércio aos domingos, eles abrem ou abriam quatro vezes ao ano. E estavam tentando reduzir para duas, apesar dos pedidos de órgãos envolvidos com turismo, por exemplo, tentarem demonstrar que é válido e os visitantes esperam poder aproveitar o domingo em que estão no país.

Aqui nos Estados Unidos, tudo abre e praticamente com os mesmos horários dos dias de semana. Vários comércios, como redes de supermercado, abrem até no Natal e Ano Novo. Outros abrem 365 dias por ano, 24 horas por dia. É muito conveniente precisar de alguma coisa e poder simplesmente sair e comprar.


5 Horas trabalhadas e a licença maternidade

Além de dias de trabalho restritos, se trabalha menos horas na Alemanha. Lá não existe trabalhar 10-12 horas em um dia. Entre 3 e 4 da tarde, os trams e ônibus já estão lotados de pessoas voltando para casa.

Os Estados Unidos são um dos únicos países desenvolvidos que não oferecem licença maternidade paga. Em muitos locais, não há nem licença maternidade, a mulher precisa usar as férias para poder ficar em casa.

Já na Alemanha, a licença pode ser tirada pelo pai e pela mãe, da forma como quiserem, por exemplo, 30 dias cada um alternadamente, ou 4 meses a mãe e depois dois meses o pai, ou mesmo o pai pegar toda a licença. Enfim, o que for melhor para a família. Isso por dois anos consecutivos. Depois, existe mais um ano de licença que pode ser utilizado até o sexto ou sétimo (agora não lembro exatamente) ano de vida da criança. O pagamento varia neste período, sendo maior no início da licença.

Além da licença em si, o retorno ao trabalho é garantido, então todo mundo tira licença para cuidar dos filhos. O que é especialmente importante nos primeiros anos, porque não existe creche pública para os bebês.


6 Férias

As férias também são uma diferença grande entre os dois países. Na Alemanha, não só a pessoa tem seus trinta dias de férias por ano, como os fins-de-semana não são considerados na conta. É muito mais tempo do que estamos acostumados, não é?

Aqui nos Estados Unidos, o nome mais usado não é férias e sim "paid time off" (PTO), que significa tempo de folga pago. O empregado usa como quiser: férias, doença, tempo pessoal para participar de uma apresentação na escola do filho, enfim. Em geral, são quinze dias por ano, que vão aumentando de acordo com o tempo de serviço.

Muitos empregadores oferecem apenas o PTO, outros também oferecem dias de férias além destes.


7 Meios de transporte

Aqui nos Estados Unidos, se usa muito carro, como no Brasil. A diferença é que aqui o transporte público funciona muito bem, mas existe a cultura e toda uma adaptação do dia-a-dia voltado para o uso de carros.

Na Alemanha, as pessoas usam transporte público e bicicleta para fazer tudo. Claro que existem carros, mas é comum ir ao mercado e ao trabalho de bicicleta, por exemplo, chova, neve ou faça sol e um calorão. É muito comum fazer compras todos os dias um pouco, em vez de encher o carrinho para a semana ou mês inteiro.

Os trams e ônibus são totalmente adaptados para isso. Existem locais apropriados para carrinhos de bebê e bicicletas. É só entrar e o espaço vai estar bem em frente à porta.

Aqui, o espaço até existe, mas não é tão prático. As bicicletas ficam do lado de fora do ônibus, na parte da frente. Dependendo da habilidade - ou falta de - do ciclista, o tempo para colocar a bicicleta no aparato vai mudar e o ônibus fica parado. Quando entra um cadeirante ou um carrinho de bebê, o motorista precisa ir pedir para as pessoas levantarem e arrumar os bancos na posição correta para a pessoa poder entrar. Isso não leva muito tempo, mas na Alemanha nem se percebe diferença quando entram carrinhos ou bicicletas.

Uma coisa engraçada que acontece direto aqui em Seattle é o fenômeno "back door" (porta de trás). Enquanto na Alemanha está todo mundo na porta assim que o transporte público pára, aqui é tudo muito mais, digamos, "relax". O ônibus pára, aí as pessoas levantam e vão saindo, quem está no ponto entra. Até que não é nada demais, né? Só que depois que entrou todo mundo as portas fecham (óbvio, você diz) e nesse momento alguém levanta e grita "Back door!!!". No começo, eu ficava boba com a cara de pau, mas hoje em dia até sinto falta quando não acontece. É tão Seattle! hehehe


8 Flores x Verde

Os alemães parecem gostar de flores e os moradores de Seattle, de verde. Quando chega a primavera, as ruas de Dresden ficam perfumadas. Tanto as árvores e arbustos das ruas ficam floridos quanto os jardins das casas e prédios. É uma profusão de cores em tons que eu nem imaginava possíveis na natureza.

Já aqui tem muito verde. Os arbustos e plantas nas casas não necessariamente florescem na primavera, mas muitos também não ficam pelados no inverno. Aqui em casa temos vários e nenhum deles perde as folhas.


9 Comida Orgânica x Comida Real

Isso é um choque quando se vem da Alemanha para cá. Os alemães são conscientes em relação ao meio ambiente (por exemplo: têm mais tipos de reciclagem do que aqui) e são muito focados em uma alimentação natural e, se possível, orgânica.

Aqui, nada (ou quase nada) é o que parece ser. Claro, existem mercados como o Whole Foods e o Trader Joe's, além das feiras de rua, mas estou falando de mercados normais. É super comum vir escrito "Made with real cheese" (Feito com queijo de verdade) em algo que era para ser óbvio que seria de queijo - ou seja lá qual for a comida em questão. Isso porque muitas vezes não é queijo, ou carne, ou leite de amêndoas. O que é? Só lendo o rótulo para descobrir. Eu ainda acho bizarro.


10 As máquinas de lavar e secar

Das coisas que eu mais desgostei na Alemanha, entre as primeiras da lista estão as máquinas de lavar e secar. Sim, ambas. A máquina de lavar que tínhamos era das maiores, custou caro, e não cabiam duas toalhas de banho, uma de rosto e um tapete de banho. Eu tinha que lavar em duas vezes. Fora que demorava infinitamente, horas, para salvar o meio ambiente não sei exatamente do quê. Era terrível.

A secadora era bem espaçosa, então eu juntava minhas duas cargas de lavar e colocava para secar. Mais horas e horas. E não ficava seco! Podia colocar de volta mil vezes e continuava levemente úmido. Lá ia tudo para o varal. Era frustrante.

A primeira vez que lavei toalhas aqui fiquei pasma. Não só a máquina lava super rápido (e bem), como também seca uma pilha de toalhas em uns 40 minutos. E seca de verdade, pode dobrar e guardar ou mesmo usar em seguida. E isso considerando as nossas máquinas, que já têm uns 10 anos de idade. Imaginem as mais novas!


11 Cigarro

Na Alemanha, cigarro era super comum. Existem máquinas que vendem cigarros pelas ruas. No nosso bairro, não era preciso andar muito para encontrar máquinas, eram muitas. Enquanto eu esperava o ônibus de manhã, os jovens já fumavam com mochila nas costas, antes de ir para a aula. Era bem intrusivo, porque não existiam grandes limitações, então as pessoas fumavam mesmo em locais onde se está comendo.

Aqui em Seattle, não se pode fumar nem a uma distância X de portas e janelas. Então, não vemos as pessoas fumando na rua, porque sempre há portas e janelas. O ar dificilmente tem cheiro de cigarro, as pessoas menos ainda. Não existe isso de fumar na área aberta do restaurante. Eu, como detesto cigarro, acho ótimo.


12 Papel higiênico e papel toalha

Os alemães simplesmente fazem o melhor papel higiênico que eu já vi. Eles são macios, mas não aquele macio fofinho que se esfarela. São macios e super resistentes. Existem até os com 5 camadas, que nós experimentamos mas nem gostamos tanto quanto os de quatro. Aqui o papel higiênico é bom, melhor do que o caro que usávamos no Brasil, mas o da Alemanha era bem melhor.

Já o papel toalha daqui é imbatível. As folhas são enormes, mesmo no caso daqueles em que a folha é dividida e você escolhe se usa inteira ou só metade. O papel é super absorvente, não tem aquilo de empurrar água de um lado para o outro. E também é muito resistente. Dá para molhar, torcer, esfregar, é incrível. E, sim, como nos seriados e filmes, nós realmente passamos a usar papel toalha para tudo.


13 Por falar em papel...

Que papelada se usa na Alemanha! Tudo tem burocracia e tudo tem uma papelada infinita, que precisa guardar por não sei quantos anos.

Aqui, tudo que pode ser digitalizado, é. Recentemente, compramos nosso carro e assinamos o contrato todo daquele jeito terrível, sabe como? Usando o próprio dedo para assinar na tela. 

Uma curiosidade sobre os dois países: não existe "reconhecer a assinatura em cartório". É uma maravilha. Você mostra documento, é você na foto? Pronto.


14 Cartões

Quando abrimos nossa conta na Alemanha e perguntamos, serenos como todo brasileiro acostumado com isso, quando poderíamos pegar o cartão de crédito, quase infartamos o gerente do banco. Ele ficou meio apoplético, sem maldade, e perguntou, "Mas o que vocês querem com isso?", como se estivéssemos pedindo um porte de arma. Para os alemães, não faz sentido o cartão de crédito. Você usa o que tem no mês para gastar ou então guarda.

Aqui estamos na terra do cartão, do dinheiro em plástico. Eu já paguei menos de um dólar no débito e é a coisa mais normal do mundo. Eles nem piscam. Ninguém paga com dinheiro. Para ter uma ideia, eu não aprendi as moedas daqui até hoje, simplesmente porque não uso nunca.


15 Inverno profissional e inverno amador

Em Dresden, fica bem mais frio do que aqui em Seattle, mas ainda assim, o preparo para o inverno daqui é muito amador para o frio que faz.

Lá, o inverno passa a maior parte do tempo entre zero e cinco graus Celsius, com dias ou períodos abaixo de zero e raramente acima de cinco. Depois que você precisar colocar as botas, só vai tirar no outro ano. Aqui, nem botas eu uso. A temperatura fica entre 5 e 10 a maior parte do tempo.

Mas os alemães sabem fazer um isolamento térmico muito bom. Nas fotos e no vídeo que fiz da nossa casa dá para ver como as janelas vedam bem. O aquecimento do nosso apartamento era com radiador. A temperatura fica estável, sem barulho, é muito agradável. Só precisa lembrar de arejar a casa todos os dias, senão mofa tudo.

O aquecimento da nossa casa aqui é feita por ar forçado. Eu não gosto tanto quanto o radiador. Faz barulho nos momentos em que liga e o ar fica seco demais. As janelas não são bem vedadas, então precisa manter as cortinas fechadas para não sentir o ar frio entrando. E, ainda assim, às vezes passa um pouco pelos lados. Fora a conta de luz astronômica que vem depois.


16 Motoristas agressivos e motoristas...

Uma das primeiras coisas que eu notei na Alemanha, até porque andar de carro foi uma das primeiras coisas que fiz, foi o quanto os motoristas alemães são agressivos. Nós morávamos ao lado de um cruzamento de duas ruas super residenciais, de pouco trânsito. Mas parecia que era intenso, porque eles iam na maior velocidade, freiavam com tudo. Depois, mal saíam da rotatória e estavam acelerando como se suas vidas dependessem disso. Era uma barulheira infernal. Eles parecem realmente acreditar que são pilotos.

Já aqui, os motoristas são defensivos. E alguns são realmente péssimos. Até aí, nada demais, né? Mas diversão garantida é ficar observando quando eles estão tentando estacionar. O carro faz tudo, menos entrar na vaga. Eu pensei até que talvez não caísse na prova, porque a maior parte das vagas realmente é daquelas paralelas, mas cai! Eu não sei o que acontece, apenas observem se estiverem por aqui.


17 Saúde

Na Alemanha, a saúde é para todos. O valor sai direto do salário e depois você paga muito pouca coisa. Quem não tiver salário, vai ter acesso à saúde do mesmo jeito. Nem preciso dizer que a saúde é de qualidade. Agora... quem reclama de médico que atrasa no Brasil ia passar um cortado por lá. Eu esperei por três horas mais de uma vez. Os médicos me pareceram sobrecarregados, com muitos atendimentos e consultas curtas. Além disso, consultas com especialistas demoram muito e, mesmo depois que você é paciente, pode ser demorado para conseguir um horário.

Aqui nos Estados Unidos, saúde é para quem pode pagar. Existem formas diferentes de ter acesso à saúde e ficaria muito longo falar sobre todos aqui. Acho que também nem preciso dizer que a qualidade da saúde aqui é alta. Os médicos são incrivelmente pontuais, eu nunca espero nada para ser atendida e as consultas nunca são corridas. Depois que você já é paciente, também não há demora para marcar horários.


18 Porco x Peixe

Eu gosto de porco, mas não é a minha carne favorita. Não é algo que eu tenha crescido comendo, então falta o costume, talvez. E lá na Alemanha se come muito porco. Nós comíamos, principalmente, porco e frango. Eu comi peixe uma vez e estava com sabor de arrependimento.

Aqui em Seattle, os frutos do mar são abundantes e frescos, é uma delícia. Depois de morar tantos anos em Floripa, nós morríamos de saudades e agora não passamos mais vontade.



Melhor x Pior

Então, qual país é melhor? A resposta é: nenhum dos dois, de forma absoluta. Tudo depende do que funciona melhor para cada pessoa, porque uma coisa é certa, são países muito diferentes um do outro e muito diferentes do Brasil.

Com base no que eu falei aqui e no que você já conhece dos dois lugares, onde acha que gostaria mais de morar? Eu vou adorar saber!





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Friday, August 19, 2016

As quatro estações e o medo da escuridão

Ontem o Rodrigo comentou que era o segundo dia em que eu tinha acendido velas em casa. Logo nos demos conta de que já está escurecendo bastante. No verão, a luz dura até depois das 21 horas, os dias duram tanto que as pessoas vão à praia depois do trabalho, você nem lembra da existência de velas. Mas começa a escurecer e vai surgindo o instinto de manter a luz, mesmo que seja através de pequenas chamas espalhadas pela sala.

Para acender velas pequenas, um mercado de Natal de Dresden.

Minha primeira estação no hemisfério Norte foi o inverno. Nós chegamos em Dresden em dezembro de 2013, duas semanas antes do dia mais curto do ano. Estávamos no centro da cidade, a um passo dos deliciosos mercados de Natal, eu nunca tinha estado em um lugar tão frio (tive que sair para comprar casaco, toca, luvas, logo que cheguei!), enfim, tudo era novidade. Eu sentia a diferença, claro, mas não de forma negativa. Era, como o resto, novo para mim.

Na verdade, naquele primeiro inverno, eu achava até legal a noite chegar e durar tanto. Ficava com a sensação de que o dia como um todo - não apenas as horas de luz - era muito mais longo. Anoitecia e ainda demorava para chegar a hora de dormir.

Decoração em madeira à venda no Mercado de Natal.

O teto das barraquinhas no Striezelmarkt é sempre enfeitado, cada uma do seu jeito.

Esse céu azul lindo (risos) foi em um dia às 9 da manhã.

Rodrigo em um dos mercados de Natal (são vários!).

Em março, chegou a primavera e foi a coisa mais incrível que eu já tinha visto. Eu ainda lembro do primeiro dia quente e de céu azul, as folhas verdes e flores brotando. Toda primavera aqui é linda, mas a primeira é inesquecível. Dá uma sensação de leveza poder sair sem se paramentar com casaco pesado, botas, luvas, toca, cachecol. Em Dresden, faz muito frio no inverno, chegamos a passar uma semana com temperaturas de -10 a -12oC, a diferença é marcante.

Na primavera também retornam os sons. Passarinhos e outras criaturinhas que não enxergamos enchem as ruas de som. O inverno é silencioso, mas nem nos damos conta. É quando o som retorna que percebemos o quanto estava ausente.

Flores surgindo em março.

Verde inacreditável das folhas novas chegando (foto sem filtro!).

O céu azul. 
O verão chegou em junho e foi de matar, muito quente. Nosso apartamento, ainda por cima, pegava o sol da tarde. Era um calor sem fim que nem à noite passava. Melhorava de madrugada, durava algumas horas pela manhã e logo o sol batia em cheio nas janelas. Tudo isso sem ar condicionado.

No segundo verão, na verdade o segundo começo de verão, porque viemos para Seattle no fim de junho de 2015, eu já tinha ficado mais esperta. Percebi que o ideal era deixar as janelas e cortinas fechadas o dia todo e só abrir quando estivesse fresco lá fora. Eu esperava até a temperatura externa estar sensivelmente menor do que a de casa e abria a casa toda. Quando acordava, fechava tudo outra vez. Foi infinitamente mais tolerável do que no ano anterior.

Sentar em um Biergarten perto do rio ajuda a refrescar no verão.

Crianças aproveitando.

Quando o outono vem chegando, a sensação térmica é boa. É também fascinante ver as árvores mudando de cor de uma hora para a outra e, depois, perdendo as folhas também muito rápido. O chão coberto de folhas coloridas é lindo demais. Eu fiquei fascinada com as cores vibrantes. Apesar de já ter visto em fotos, ao vivo é muito mais incrível. Chega a parecer que as folhas são de mentira.

Mas junto com o outono vem chegando a escuridão. Os dias ficam mais curtos muito rápido e a cada esfriada você tem certeza de que o inverno chegou para ficar.

Folhas de um amarelo vivo.

As vermelhas chegam a parecer de mentira.

O segundo inverno não é tão fácil. Não é por causa do frio, com o qual você acostuma rápido tendo as roupas adequadas (esqueça os casacos do Brasil!). É a escuridão. Essa é implacável. Você pode estar quentinho na sua casa com aquecimento central, pode até acender várias velas, mas a escuridão vai te engolir no que antes você vinha chamando de fim de tarde. Quatro da tarde é noite.

Pelo menos para mim, no segundo inverno já não parecia tão importante ter uma noite longa, eu preferiria ter as horas de luz de volta.

O dia seguinte custa a chegar, só lá pelas 9 da manhã. Quando eu tinha aula de alemão às 9, saía de casa no escuro da noite. É difícil não se sentir pelo menos um pouco desanimado, às vezes muito.


Mas quando faz um dia frio de doer, com céu azul e neve, dá vontade de ter meses e meses de inverno. (Todas as outras fotos foram feitas me Dresden, esta foi em Berlim)

Hoje está tão quente que eu precisei vir para o lado da casa em que não bate sol para não derreter - aqui também não temos ar condicionado. O fim-de-semana promete ser mais quente ainda, um calor que não fez o verão inteiro. Uma parte de mim quer reclamar, mal acostumada com o verão ameno de até então. Mas a maior parte de mim está com receio de perder 46 minutos de luz em duas semanas.

Mas, como diz o ditado, o que não tem remédio... Enquanto a escuridão não chega, vou aproveitando os dias de sol e luz que ainda temos este ano.

As estações aqui em Seattle são diferentes, o clima é mais ameno. Esse é meu segundo verão, a primeira estação que estou "repetindo". Outro dia, escrevo mais para vocês sobre como é o clima daqui. Mas as horas de luz, essas são praticamente as mesmas.

Vocês já passaram por um inverno com poucas horas de luz? Como foi? Compartilhem comigo, eu vou adorar saber!


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Thursday, August 18, 2016

A vista de Berlim em cima da Torre da TV em Berlin - Alemanha

Oi, pessoal!

Eu tinha toda a intenção de fazer um vídeo bem legal de Berlim pra vocês, de verdade. Mas o que aconteceu? Esqueci de filmar!

Fazendo uma limpa no meu celular antigo, encontrei os únicos vídeos que fiz lá. Fiquei na dúvida se mostrava pra vocês ou não, mas juntando todos não deu nem 3 minutos. Mas não se preocupem, eu tenho muitas fotos de Berlim e vou fazer um roteiro de tudo que visitamos nos dias que passamos na cidade. Vimos muita coisa e quem for para lá vai aproveitar bastante.

Eu filmei a estação central de Dresden, um pedaço do caminho, alguns segundos de Alexanderplatz e, o que me fez decidir por compartilhar o vídeo, a vista de cima da torre de TV (Fernsehturm). Berlim é muito bonita vista lá do alto! Assistam e me digam o que acharam!





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Monday, August 8, 2016

Livraria linda em Seattle: The Elliott Bay Book Company

Oi, pessoal!

O vídeo de hoje é para mostrar a vocês uma livraria que nós adoramos aqui em Seattle. Fica no bairro de Capitol Hill e é simplesmente linda.

Nem vou comentar muito por aqui, porque já falei sobre ela bastante no vídeo.

Depois me contem o que vocês acharam!





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Wednesday, July 27, 2016

Como foi visitar o Brasil depois de 2 anos fora - Parte 2

Neste post, vou continuar falando sobre as minhas impressões ao visitar o Brasil depois de passar dois anos fora. A reação de vocês à primeira parte (clique aqui para ler) foi muito legal e só me motivou a escrever mais sobre o assunto. Obrigada!

Vou continuar falando sobre as coisas, características e atitudes que chamaram a minha atenção durante minhas semanas no Brasil. Eu acredito que tenha perdido algumas impressões por não anotar logo que percebi. Muito rapidamente a estranheza era substituída por uma familiaridade muito grande, que me enchia de saudades. Sim, saudades estando lá e vivenciando exatamente o que estava me provocando o sentimento. Falei que era estranho, não é?

Não custa relembrar que nada disso é juízo de valores, escolha de certos e errados nem nada do gênero, são só impressões de uma expatriada voltando para casa.


Telhas vermelhas

Parece besteira, eu sei, mas foi a primeira coisa do Brasil que eu vi e meu coração se encheu de alegria quando o avião estava baixo o suficiente para ver todos aqueles telhados avermelhados. Seattle vista de cima, por exemplo, é cheia de telhados acinzentados, muito comuns fora do Brasil.

As telhas de barro me deram a primeira sensação forte de estar voltando para casa.

Olha os telhados lindos! (Palmas, 2007)

Senhoooooora!

Essa quase me fez rir sozinha (por dentro, eu ri muito!). Foi ainda no aeroporto, já não lembro mais o motivo. Já perceberam que a expressão facial é sempre do maior desinteresse do mundo e a duração do "ooooooo" bem longa?


Jeitinho brasileiro

Aqui não estou falando do jeitinho malandro e avesso à lei. Mas daquele jeitinho de sair um pouquinho do seu caminho para ajudar o outro, fazer aquela coisinha extra porque vai facilitar a vida da pessoa. Sabe aquela gentileza que não custa nada além de uma dose de boa vontade?

Eu cheguei com uma mala grande demais, sabia que estaria fora do peso, mas não sabia quanto. Fui perguntar para uma funcionária da companhia aérea onde poderia pesar a mala, porque ainda faltava mais de uma hora para abrir o embarque do meu voo. Ela me levou até uma balança, o pessoal que estava esperando perto me ajudou a levantar a mala e em dois minutos eu sabia quanto tinha de sobrepeso a pagar. Foi um pequeno esforço para ela, mas uma grande ajuda para mim, porque ainda não tinha reais e precisava saber quanto trocar.

Isso nunca aconteceu na Alemanha, então fiquei muito surpresa na hora (tinha desacostumado totalmente!) e muito contente.

Dá para ter uma ideia do tamanho da "criança"? Essa imagem foi fechando a mala para voltar.


Banheiros

Em uma das minhas conexões, no Canadá, tive que andar tanto até achar um banheiro que comecei a me perguntar quantos passos mais minha bexiga iria aguentar. Já em Guarulhos, mal saí do avião e dei de cara com um banheiro. E depois daquele tinha vários outros, uma maravilha!

Em Dresden, para terem uma ideia, no shopping do centro da cidade tem dois banheiros e precisa pagar para usar ambos. Estação de trem tem banheiro, também pago. É muito bom poder fazer xixi sem procurar moeda.

Mas, cuidado: não pode jogar papel na privada! Isso é muito esquisito. Aqui e lá na Alemanha, os banheiros femininos públicos só têm um lixeiro bem pequeno, apenas para absorventes. As privadas virtualmente não entopem. Digo virtualmente porque se alguém (não vou dar nomes) jogar quatro folhas de papel toalha na privada, entope, sim.


Roupas e acessórios

Já falei de calça jeans e tênis no post anterior, mas tem mais coisas que são muito menos comuns em outros lugares e logo me chamaram a atenção por serem muito usadas no Brasil:
sapatênis,
joias de ouro amarelo,
legging usada como calça,
aparelho fixo em adultos.


Comida

No Brasil se toma Coca Zero, em vez de Diet, eu não lembrava. Hoje em dia, acho a zero mais doce que a diet, mas não faz tanta diferença. Só me dá nos nervos aquele bendito limão que sempre colocam no copo quando pedimos gelo. E se pedir copo só com gelo, eles jogam o limão fora e devolvem o mesmo copo, com gosto de quê? Pois é.

Não posso esquecer de mencionar o cappuccino. Se existe o cappuccino brasileiro em outro lugar, nunca tive a infelicidade de encontrar. É uma mistura doce, um pó que já vem pronto, às vezes ainda com chocolate na borda (Babi, eu sei que tu amas, mas é ruim demais hehe). Cheguei no aeroporto exausta, louca por um café e pedi meu capuccino sem pensar, nem lembrava disso. Tive que jogar fora e comprar outro, me certificando de ser a receita italiana tradicional.

Cappuccino brasileiro: isso é mais para sobremesa do que café! (Foto: Google)

Em Blumenau, minha cidade natal, tem os melhores bolos, cucas e salgados do mundo. Amo o bolo de morango com suspiro em camadas e não encontro em nenhum lugar nada nem remotamente parecido.

Meu aniversário de 29 anos. (Blumenau, 2008)

Uma coisa que só tem no Brasil e, até onde eu saiba, no sul, é pinhão. Eu amo pinhão. E faz três anos que eu não vejo a cor de um, porque fui no verão e não é época. Juro que deu até uma dorzinha no coração.

Pinhão, amor verdadeiro. (Foto: Google)

Tem restaurante bufê a quilo com todo tipo de comida e as carnes são uma delícia. Confesso ter comido arroz e feijão em todos os restaurantes que fui, como fazia antes. Apesar de comermos arroz e feijão aqui, não é no dia-a-dia e foi gostoso retomar o hábito.

E não podia deixar de fora: churrascaria. Fiz todo mundo me levar várias vezes, acho que no fim já não aguentavam mais ver carne. Na Alemanha, a carne era cara e os cortes não eram tão bons. Aqui, tem até churrascaria, mas é rodízio com bufê e não tem tudo. Eu prefiro pedir a carne e os acompanhamentos - arroz, feijão, maionese, farofa, polenta frita, pão com alho - na mesa. Deu água na boca só de lembrar.


Preços altíssimos

Por falar em feijão, o que são os preços? Em fevereiro e março o feijão em si não estava tão caro (acho), mas 50 reais não compravam quase nada no mercado. Não que cinquenta reais fizessem uma mega compra em 2013, mas não era assim. Também vi muito mais notas de cem reais circulando. Fiquei com a sensação que cem reais hoje são os cinquenta de antes.

Eu, sinceramente, achei tudo caro mesmo convertendo. Muitas vezes, pagava mais do que gastaria aqui por algo de marca inferior e acabei comprando muito pouco.


Natureza

O céu é de um azul mais claro e as nuvens são tão baixas que eu ficava o tempo todo com a sensação de estarem ao meu alcance. Eu tomava banho olhando as nuvens e me perguntando quão perto estariam do telhado.

E quando chove é incrível. Chove como se tivessem aberto o céu e ele fosse feito de água. Um passo na chuva e você fica encharcado. Aqui não chove assim, na Alemanha talvez tenha chovido parecido umas duas vezes.

Em Blumenau, existem tantos tipos de árvore que não faço ideia de quantos são. Os morros são lindos, com todas as árvores misturadas.

Blumenau, 2016


E isso é tudo que eu tenho anotado! Com certeza, muita coisa se perdeu por ter deixado para anotar depois. Como já mencionei, logo eu me acostumava novamente e já não lembrava mais o que tinha me chamado atenção um minuto antes.

Foi bom demais visitar o Brasil, espero poder voltar logo. Será que na próxima vez também vou ter essa sensação de estranhamento misturado com familiaridade?

Depois me digam o que acharam, quero saber!



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